quarta-feira, 2 de março de 2011

Encontro do escritor Moacyr Scliar com alunos da Escola - Dezembro 2009

Adeus ao Moacyr Scliar

Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre, no dia 23 de março de 1937, formou-se em medicina e especializou-se em saúde pública.

É o sétimo ocupante da cadeira nº 31 da Academia Brasileira de Letras, foi eleito em 2003, e é reconhecido como um dos grandes escritores brasileiros da atualidade.

No dia 12 de dezembro de 2009, recebemos na Escola a visita de Scliar, a atividade integrou o programa de Leitura Adote um Escritor (SMED/Câmara do Livro).

Aprendemos a admirar ainda mais este escritor, pois com muito humor e disposição, ele conversou com os alunos do III ciclo, e de forma simpática foi contando a sua trajetória de vida e de escritor.

Professores e alunos ficaram encantados com as histórias de sua infância e adolescência. Descobrimos a sua paixão pelos livros e como aprendeu a valorizá-los com a família. Contou que a sua carreira de médico iniciou no Posto de saúde do Murialdo e de como esta comunidade (Morro da Cruz) é especial e organizada.

Lendo o jornal Zero Hora, no dia de ontem, descubro uma frase sua:

“Só não vou mais a escolas porque não tenho condições. Se atendesse a todos os pedidos estaria todo dia em algum lugar do Brasil. É uma emoção, olho para aqueles rapazes e moças e me vejo no meio deles, vejo o fascínio que tinha pela figura do escritor”.

Nossa Escola teve o privilégio de receber Moacyr Scliar, e sem dúvida podemos atestar que ele realmente se dava por inteiro nos encontros com os alunos. Lembraremos sempre dele pela inteligência e de como era um escritor brilhante, preocupado com as questões do seu tempo, com a ética e a humanidade. Mas, para quem teve a sorte de presenciar um encontrou seu com alunos, lembrará ainda mais dele como um ser humano generoso e simples.

No encontro realizado com adolescentes na nossa Escola, ele conseguiu envolvê-los com histórias de sua vida e nas entrelinhas desta conversa, o que percebíamos era a sua paixão por viver e escrever. Para nós, Moacyr Scliar será um imortal sempre, por causa de alguns de seus contos e livros, mas também por conseguir conversar com adolescentes sobre coisas simples e essenciais da vida. Tivemos em 2009, na Escola, não apenas um escritor imortal, mas um Mestre.



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Realizamos na Escola, uma homenagem ao escritor Moacyr Scliar, relembramos o seu encontro com os alunos em 2009 (olhamos fotos do encontro e do material que foi produzido na Escola a partir da leitura dos seus textos).

Depois alguns professores leram a crônica: " O primeiro caderno" retirada do livro "Um país chamado infância". Crônica que tem tudo a ver com o nosso início de ano letivo ou quem sabe com a nossa vida, pois quem já não desejou (como nos diz Scliar) passar a vida a limpo, e começar a reescrevê-la, em um caderno novinho em folha e com todo capricho e dedicação?!.


terça-feira, 1 de março de 2011

Olha o Morro da Cruz aí geeeente!!!

Voltando com alegria (e uma pequena vontade de ficar mais um pouquinho na cama), já nos deparamos com uma grande festa brasileira - o Carnaval.
Alegria, fantasia e bom humor marcam, como um rito de passagem, o final de uma temporada de descanso e o início de um novo tempo.
Que seja este um tempo de muitas realizações para todos.
Que tenhamos um excelente recomeço e um ótimo carnaval!
(Abaixo, um pouco da história desta festa)


O carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos. A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas.

Em 1545, durante o Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular. Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência europeia, tornando-se, com a influência dos afro-descendentes, a maior festa popular do país. A festa acontece durante quatro dias (que precedem a quarta–feira de cinzas). A quarta de cinzas tem este nome devido à queima dos ramos no Domingo de Ramos do ano anterior, cujas cinzas são usadas para benzer os fiéis no início da quaresma.

Em finais do século XVIII, o Entrudo (nome original) era praticado por todo o país, consistindo em brincadeiras e folguedos que variavam conforme os locais e os grupos sociais envolvidos. As primeiras tentativas de civilizar a festa carnavalesca brasileira foram através da importação dos bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o Entrudo Popular sob forte controle policial. A partir do ano de 1830, uma série de proibições vai se suceder na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira. Em finais do século XIX, toda uma série e grupos carnavalescos ocupam as ruas do Rio de Janeiro, servindo de modelo para as diferentes folias. Nessa época, esses grupos eram chamados de cordões, ranchos ou blocos. Em 1890, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música especificamente para o Carnaval, "Ô Abre Alas!". A música havia sido composta para o cordão Rosas de Ouro que desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval.

Os foliões costumavam frequentar os bailes fantasiados, usando máscaras e disfarces inspirados nos baile de máscaras parisienses. As fantasias mais tradicionais e usadas até hoje são as de Pierrot, Arlequim e Colombina, originárias da "commedia dell'arte".

Atualmente, no Rio de Janeiro e em várias grandes e pequenas cidades, as escolas de samba fazem desfiles organizados, verdadeiras disputas para a eleição da melhor escola do ano segundo uma série de quesitos. Com o crescimento vertiginoso dessas agremiações o processo de criação se especializou gerando muitos empregos concentrados, principalmente, nos chamados barracões das escolas de samba.

O desfile mais tradicional acontece no Rio de Janeiro, na Passarela do Samba, Marquês de Sapucaí, como é chamado o sambódromo carioca, primeiro a ser construído no Brasil. Outros desfiles importantes ocorrem nas capitais, metrópoles como São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Manaus,Vitória. Além dos desfiles das escolas de samba acontecem também os desfiles de blocos e bandas, grupo de pessoas que saem desfilando pelas ruas das cidades para se divertir, sem competição. Também existem os bailes de carnaval, realizados em clubes, ou em áreas públicas abertas, com execução de músicas carnavalescas. O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem às ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

Fonte: Gabriela Cabral e Wikipedia

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Organiza o natal


Cartazes produzidos pelos alunoos da professora Rosane



Organiza o Natal

Carlos Drummond de Andrade

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.





Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.




Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.



A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.




A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.


Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.




O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.




Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.



A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.



O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.


E será Natal para sempre.
Enfeites de natal criados pelos alunos com material reciclado

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

III Feira do Livro

Alunos na Feira do Livro



III Feira do Livro da E. M. E. F. Morro da Cruz


Semana passada realizamos a III Feira do livro com a seguinte programação:

07/12- Apresentação do Livro "A caligrafia de Dona Sofia" de André Neves pelos contadores de história.

08/12 - Sarau de poesia com a apresentação dos poemas escritos pelos alunos do 3° ciclo na oficina de poesia do sábado da Consciência Negra.

10/12 - Sala de leitura e de divulgação dos livros novos adquiridos pela Escola.

10 e 11/12 - Feira de Livros.



Monitores da biblioteca na Feira do Livro

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

João Cândido- 100 anos da revolta da Chibata

Marinheiros durante a Revolta da Chibata, com João Cândido ao centro, em 1910.



Lembramos que neste ano a Revolta da Chibata completou 100 anos, e na biblioteca para marcar esta data, apresentamos o vídeo documentário "João Cândido - A luta pelos Direitos Humanos" de Tânia Quaresma do "Projeto Memória João Cândido", realizamos este trabalho com diversas turmas do III.

O vídeo-documentário retiramos do site: http://www.projetomemoria.art.br/

Utilizamos também a música " O mestre sala dos mares" de Aldir Blanc e João Bosco, na voz de Elis Regina, para ressaltar a importância do "Almirante Negro", o marinheiro João Cândido Felisberto (1880- 1969). João Cândido foi um dos principais líderes desta rebelião, ainda pouco conhecida no Brasil.


Na biblioteca contamos com 2 livros sobre João Cândido: "João Cândido" de Paulo Ricardo de Moraes e " O negro da Chibata" de Fernando Granato. Na revista de História da Biblioteca Nacional, encaminhado pelo FNBE/periódico/fevereiro/2010, também encontramos informações inéditas sobre a Revolta da Chibata.


Para saber mais:
http://www.projetomemoria.art.br/

Heróis de todo mundo - Pixinguinha



Em novembro trabalhamos com a temática da Consciência Negra, realizamos atividades com os alunos, expomos materiais e disponibilizando o acervo da biblioteca para os professores e alunos acerca deste tema.

Apresentamos para os alunos o livro "História da Música popular brasileira para crianças" de Simone Cit e Iara Teixeira, deste livro contamos a história de Pixinguinha que foi um excelente maestro, compositor, arranjador, músico e acima de tudo um grande artista que conseguiu ampliar o espaço do negro na nossa sociedade.
"Eu cheguei e fui escurecendo o rádio" (Pixinguinha)


Os alunos assistiram um vídeo que nos contou um pouco mais da história deste artista maravilhoso, este material retiramos do DVD- Escola do MEC, " Heróis de todo Mundo - A cor da cultura".

Depois na sequência apresentamos aos alunos uma música de Pixinguinha e escolhemos aquela que quase todos os brasileiros conhecem e tem em sua memória musical "Carinhoso".

Retirado do livro: História da Música popular Brasileira para crianças

Ah! Não podemos esquecer que a Escola ofereceu este ano oficina de flauta doce para nossos alunos e o nosso monitor Lucas participou dessas aulas feliz da vida.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Eleição de Diretores na Escola Morro da Cruz

Apresentação das propostas das chapas concorrentes para a direção da Escola

Gestão Democrática


Pais, alunos, funcionários, professores e comunidade acabaram de participar do rico processo democrático para a escolha da nova direção da Escola. A Escola já dispõe de Conselho escolar e Grêmio estudantil e realiza eleições para a direção a cada 3 anos.
Este ano não poderia ser diferente, a comunidade escolar se envolveu ativamente na discussão e no processo eleitoral, propondo e debatendo propostas para a nova administração.

Queremos salientar o compromisso que a atual gestão teve na condução da Escola e sabemos que o mesmo ocorrerá com a direção que acabou de ser eleita.
Acreditamos que todo o processo eleitoral contribui imensamente para que todos aprendam a viver em uma sociedade democrática e participativa.



Reunião com os alunos