Espaço criado para informar, debater e partilhar as atividades desenvolvidas na E. M. E. F. Morro da Cruz e na sua Biblioteca Mario Quintana, promovendo a socialização e o compartilhamento de acontecimentos, conhecimentos e ideias.
Mapa Google- Escola Morro da Cruz
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Lembrando Mário...
Música: conteúdo obrigatório
No dia 25 de junho, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou em caráter conclusivo projeto de lei do Senado que altera a Lei de Diretrizes Básicas da Educação (LDBEN). A mudança propõe música como conteúdo obrigatório (não exclusivo) na grade curricular dentro do ensino das artes para a Educação Básica. O projeto é de autoria da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e já foi aprovado pelo Senado. Se não houver recurso, o projeto segue para avaliação do presidente. As escolas terão até três anos letivos para se adaptar às novas regras. Também estabelece que a disciplina de música deverá ser ministrada por professores com formação específica na área.
Nos anos 40 o grande Heitor Villa-Lobos, ao regressar de uma temporada em Paris foi convidado por Getúlio Vargas para ocupar o cargo de Secretário da Educação Musical (sim, havia uma secretaria de estado só para a Música!!!!) no Rio de Janeiro. Lá, ele estipulou a obrigatoriedade do ensino de Música nas escolas. Inteligentemente, chamava professores de escolas públicas de todo o Brasil, promovendo cursos de habilitação e qualificação, fazendo com que cada profissional fosse um multiplicador em sua escola de atuação. Nos anos 60 este processo foi sumariamente interrompido e, como outras disciplinas, o ensino da Música deixou de ser obrigatório, sendo automaticamente elitizado. Agora, após tantos anos, por iniciativa de nomes como: Daniela Mercury, Frejat, Gabriel O Pensador e Francis Hime, entre outros, mais o cantor e deputado Frank Aguiar (Relator da proposta na Comissão de Educação e Cultura da Câmara) e a Senadora Roseana Sarney, vemos, embora atrasado, um final feliz. Ou, sob outro ponto de vista, um novo recomeço. Que sejam sinais de novos tempos, com mais alegria, harmonia e desenvolvimento.
Susi
terça-feira, 29 de julho de 2008
30 de julho aniversário do poeta
5 de maio de 1994."O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo..."
"Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
O texto do Celso, ainda nos lembra que, ler e escrever, tem o poder mágico de nos confortar e nos dar esperança: "...a poesia pode ser o milagre de uma palavra encantada no meio do desespero."
Celso Gutfreind
Poeta e psiquiatra gaúcho.
Publicado no Jornal Zero Hora, Porto Alegre/RS - Segundo Caderno, de 19-04-2006, em comemoração ao centenário de Mario Quintana.
Foi na adolescência que comecei a ler Mario Quintana. Já ali fiquei impressionado com seu Esconderijos do Tempo; em seguida, procurei outros lugares de sua obra e, ainda ali, um resquício de criança vibrou escondido com o doutor Queijando e com letras que eram como pessoas. Poucos anos depois, a vida me botou na frente dele. O jornalista Sérgio Saraiva chamou dois autores jovens, Ricardo Portugal e eu, para entrevistarem o poeta. Ele completava oitenta anos, enquanto mal tínhamos saído dos vinte. Ouviu atentamente as perguntas, respondeu. com piedade e humor; ao final, chamou-nos de vergonhosamente jovens. Bem feito para nós, que nos metíamos com o ritmo da experiência. Pior para ele que, dias depois, precisou consultar na emergência do Hospital Pronto Socorro, onde eu atendia como estagiário. O feitiço do aprendiz voltava-se contra o aprendiz de feiticeiro. Ele acusou o golpe ao me reconhecer: - Mas é o vergonhoso... Depois agüentou o tirão como quem aceita a pesada moeda, não da poesia como cantava, mas da vida como vivia. Era madrugada naquele canto insone da cidade. Supliquei a um colega de plantão que atendesse a um travesti esfaqueado e fui me ocupar do poeta. Seu nariz sangrava por causa de uma pressão alta. Mediquei-o, a pressão cedeu, mas o que mais lhe interessou foi o prontuário que eu preenchia para mostrar ao médico-chefe. Pediu licença para ler e encarou as palavras epistaxe hipertensiva. Ignorou o hipertensiva, mas se agarrou à epistaxe como quem encontra um tesouro. Contou algumas histórias, conversou novamente com piedade e humor. Mas não perdeu o brilho nos olhos, diante da palavra, ao longo daquela madrugada violenta do Pronto Socorro.
Em seu Caderno H e espalhado em outros livros, há muitos poemas sobre a própria poesia. São de alto nível, mas nada mais alto do que me ensinou, sem dizer nada, na noite cheia de feridos e solitários: a poesia pode ser o milagre de uma palavra encantada no meio do desespero. E eu, espécie de doutor Queijando vergonhosamente jovem, aprendi a graça de que as letras podem ser mais ritmadas do que a vida e a morte das pessoas.
"Há bens inalienáveis, há certos momentos que, ao contrário do que pensas, fazem parte de sua vida presente e não do teu passado. E abrem-se no teu sorriso mesmo quando, deslembrado deles, estiveres sorrindo a outras coisas".
Ah, nem queiras saber o quanto deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever - disse há cento e muitos anos, um poeta inglês que não conseguiu morrer.
sábado, 26 de julho de 2008
Anistia de João Cândido (Nossa Homenagem)
Composição: João Bosco/Aldir Blanc
Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o navegante negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas
Jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que, a exemplo do feiticeiro, gritava então
Glória aos piratas
Às mulatas, às sereias Glória à farofa
à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história não esquecemos jamais
Salve o navegante negro
Que tem por monumento as pedras pisadas do cai
Mas salve
Salve o navegante negro
Que tem por monumento as pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo...
sexta-feira, 25 de julho de 2008
O conto "As façanhas de Zé Burraldo", de Ricardo Azevedo, que faz parte do livro " Histórias de bobos, bocós, burraldos e paspalhões", da Editora Projeto, é uma das quatro histórias contadas no filme "Pequenas histórias", de Helvécio Ratton, que estreou em Porto Alegre no dia 18 de julho.
Para saber mais sobre o filme: http://pequenashistorias.com.br./
terça-feira, 22 de julho de 2008
Bom descanso, professores(as)!
Vamos nos permitir aos pequenos prazeres e aproveitar para curtir a vida.
Algumas sugestões:
- Dormir, dormir e dormir - Como diz nossa colega Margarete, que mora em Guaíba, poderemos acordar em um horário decente. Com certeza, nossa pele agradecerá.
- Cozinhar . A sugestão é o prato que foi aprovado por todos na festa dos aniversariantes do semestre na Escola, Cuscuz Paulista (à moda Carla Cristina). Receita depois das sugestões.
- Curtir um bom filme. Que tal um suspense dos bons: " O Orfanato" (100 minuto, lançamento 2007 , México / Espanha, direção: Juan Antonio Bayona.)
Ou quem sabe um bom drama: " Coisas que perdemos pelo caminho." 2007, com Halle Berry, que faz o papel de uma recém-viúva, mãe de dois filhos, que aproxima-se de Jerry (Benicio Del Toro), melhor amigo de seu falecido marido, e recebe o apoio que precisava para se reerguer. Ele passa a morar em sua casa e juntos irão aprender a conviver com a perda e outras dificuldades da vida. - Conversar com os amigos sem olhar para o relógio.
- Ler um bom livro.
- Caminhar, entrar em contato com a natureza, passear no parque mais próximo da sua casa.
- Fazer uma faxina para abrir espaço na casa e na vida. Essencial para circular a energia no ambiente onde vivemos. (A Wal que o diga está de mudança)
- Brincar com os/as filhos(as) e passear com eles/as.
- Jogar (paciência, cartas, jogos on-line....).
- Comer uma receita de brigadeiro sozinha ou comprar um pote de sorvete e acabar com ele.
- Tomar um bom vinho.(Cris, espero que Canela/Gramado estejam ótimos neste período)
- Ouvir música. Que tal a sugestão da Vandira, uma música com a letra do nosso escritor adotado Celso Gudfreind: "Saint Denis Ceará" .
- Fazer a viagem dos sonhos (aproveita Zubaran!).
- Simplesmente ficar esparramado no sofá de casa sem fazer nada.

Receita: Cuscuz Paulista (à moda Carla Cristina)
3 latas de sardinha – reservar 1 lata para decorar-(no óleo)
1 lata de ervilha (escorrida)
1 vidro pequeno de palmito (cortado)
1 vidro de azeitonas fatiadas
1 cebola grande picada
1 lata de extrato de tomate ou 1 quilo de tomates bem maduros (Deixar um para decoração)
sal, pimenta vermelha à gosto (molho ou picada)
1 concha de azeite
1 pacote de farinha de milho amarela ou branca (flocos)
½ maço de cheiro verde
3 ovos ( deixar um para decoração)
Modo de preparo: Colocar um pouco de azeite em uma panela grande junto com a cebola picada e fritar. Se for fazer o molho com tomates deixar apurar bem para, então, juntar os temperos. Se for fazer com extrato de tomate colocar água e deixar apurar um pouco.Acrescentar ao molho, depois de fervido (apurado), o sal, a concha de azeite, a ervilha, o palmito, a pimenta e por último a sardinha (um pouco cortada) e os ovos picados. Deixar ferver mais um pouco.Ir acrescentado o cheiro verde e aos poucos, sempre mexendo, a farinha de milho até dar o ponto que dê para desenformar depois de frio. Não esquecer de decorar antes de colocar a massa e untar a forma com o óleo.
Bom apetite!!!
sexta-feira, 18 de julho de 2008

duas histórias arrepiantes para ler e contar:“O fígado do diabo” e “O fantasma da casa abandonada”.
Os alunos também conheceram o livro “O mais assustador do folclore - monstros da mitologia brasileira” de Luciana Garcia, olharam as ilustrações dos principais monstros brasileiros e pouco conhecidos aqui no sul: Mapinguari, Jurupari, Gorjala, Quibundo, Tutu, Pisadeira, entre outros.