quarta-feira, 22 de abril de 2009

Terra

Continuando o calendário de abril:

Dia 22 de abril "Dia Mundial da Terra"

( bandeira não oficial do Dia Mundial da Terra)




A data foi criada nos Estados Unidos da América em 1970, com o primeiro protesto contra a poluição, convocado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, e passou a ser comemorada por outros países na década de 90, numa altura em que o ambiente não era incluído em nenhuma agenda política.

Hoje esta data é lembrada no mundo todo graças a urgência de mudança de comportamento do seres humanos em relação a MÃE TERRA.

Sites interessantes:

http://www.oglobo.globo.com/ciencia/salvevoceoplaneta/

http://www.mma.gov.br

Cuidar da Terra exige que eduquemos as próximas gerações para uma relação mais responsável com o meio ambiente.

Realizamos uma oficina sobre a "História do Morro da Cruz" (no último mês) e os alunos ouviram de alguns moradores mais antigos da Comunidade, como a Fonte d'água da "Rua da Fonte" era limpa e como eles utilizavam quando eram crianças. Os moradores usavam para tomar banho e para lavar roupa. Os moradores participantes da oficina lembraram de como era bom o tempo em que a Fonte não estava poluída.

Os alunos visitaram o local da Fonte com os moradores que participaram da oficina.

Fotos da oficina e da visita a "Fonte d'água":


Oficina "História do Morro da Cruz": alunos ouvindo histórias de moradores e olhando fotos antigas do local





Rua chamada "Travessa da Fonte" onde há mais de 20 anos atrás corria água de forma abudante

Como encontramos a Fonte que serviu muito aos primeiros moradores do Morro






terça-feira, 14 de abril de 2009

Antes que feche o Abril


Eu gosto do mês de Abril. Parece que nessa fase do ano a vida realmente começa. Março ainda tem um sabor de "ai-que-pena-que-as-férias-acabaram", então o recomeço parece um pouco desconectado, estranho... mas Abril, não. Abril, definitivamente abre (com uma licença poético-ortográfica) o ano. A praia vai se distanciando das lembranças e o pique volta ao normal. E o friozinho quando aparece? Hein? Hein? Puxar aquele moletom usadinho do ano passado, molezinho e aconchegante como o colo da minha Vó. Ai, Abril, que bom que me abres também a memória. E os doces da Páscoa? Dane-se o regime - temporariamente, tá? - pois eu quero é permitir que minha criança ainda se delicie com o encanto dos rituais que insistimos em manter, mesmo que a desculpa oficial seja agradar às outras crianças, óbvio...
Assim, além do dia do aniversário da nossa Escola, que abriu o Abril dia 1º e da participação da caminhada pela Paz no dia 09, escolhi algumas datas comemorativas que considero importantes também como educadora para compartilhar:

1º: Dia da Abolição da Escravidão dos Índios
02: Dia Internacional do Livro Infantil
07: Dia Mundial da Saúde
13: Dia dos Jovens
13: Dia do Hino Nacional Brasileiro - neste ano comemora-se 100 anos!!!!
15: Dia do Desarmamento Infantil
16: Dia da Voz
18: Dia Nacional do Livro Infantil e de Monteiro Lobato
19: Dia do Índio

Que nossos corações se mantenham sempre abertos à Paz.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

II- Lendas do Morro

Ano passado começamos a postar o trabalho realizado com os alunos (as) da Escola sobre Lendas Urbanas que estão também presentes no Morro da Cruz, daremos continuidade a este trabalho e para recomeçar:


Apresentamos " A lenda do Taxista".

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Aniversário da Escola Morro da Cruz

Parabéns à todos/as que estudam, trabalham, acompanham e lutaram pela construção da Escola Morro da Cruz.


Não é brincadeira não, realmente a Escola Morro da Cruz está completando hoje, dia 1º de abril, 13 anos.
Abaixo uma homenagem à Escola prestado pelo poeta do Morro Luís Carlos.


Nossa Escola

Luís Carlos do Morro da Cruz


Fostes concebida e conquistada
Pela vontade e mobilização da nossa comunidade,
que demandou a obra da construção
da escola no orçamento participativo.
A administração popular garantiu e
Inaugurou a obra em 1° de abril de
1996 pelo prefeito Raul Pont.

Encravada no cume do morro
És o farol de luz e saber que
Ilumina nossas crianças e adolescentes
Preparando-os para um futuro
Melhor, para que possam ser
Incluídos socialmente na condição de cidadãos
Protagonista de sua própria história.

É fonte de conhecimento
da nossa comunidade periférica e proletária.
Espaço educativo e genuíno
Para o exercício pleno da cidadania
E do convívio das relações sociais.

E a todos que privam desta relação
Fraterna e bebem desta seiva, tatuarão
Para sempre em suas almas belas
Recordações de momentos vividos
Em teu espaço público.

Rejubilamos-nos e parabenizamos
A todos que tecem no
quotidiano a tua história.

Parabéns ao mundo da educação da
E.M.E.F Morro da Cruz.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Porto Alegre

Recebemos uma poesia sobre Porto Alegre, de um assíduo colaborador do blog, o pai da aluna Thainá.

Postamos o poema e convidamos aos interessados em
fazer um passeio por Porto Alegre (através do tempo e do espaço), acompanhe o poeta Luis Carlos no "Tributo à Porto Alegre"


Tributo à Porto Alegre

Luis Carlos

“Porto Alegre, província bucólica,
Das décadas de 50 e 60, do século passado.
Patrimônio tombado em minha memória,
Que passo a relatar:
A tatuagem gravada em tua geografia,
Por linhas de aço paralelas, sulcadas em teu solo,
Sutis caminhos percorridos,
Por carruagens de ferro, que transportavam vidas,
O motorneiro, o cobrador, os passageiros e até punguistas,
Carruagens metálicas que levavam dos bairros ao Centro as famílias.

Meus sonhos de infância minha alegria de descer na Rua Riachuelo,
Aos sábados, à tardinha, lanchar fatias de torta na lancheria Rocco,
Ou cochinhas de galinha na Lancheria Touro,
Pelas mãos de meus pais seguir em frente até a Praça da Matriz,
Matar a saudade, dos meus amigos cães de bronze, dar-lhes um
Abraço fraterno, depois cavalgá-los em fantasias infantis.

Sob a concha acústica a banda municipal toca os
Primeiros acordes do seu recital.
É música, é alegria, características marcantes, do teu povo da capital.
Aos domingos de verão ir á praia de Ipanema assistir ao Clube do Guri,
Nos deleitarmos ouvindo Elis Regina cantar.

E depois mergulhar e nadar nas águas do teu lago Guaíba,
Teu eterno enamorado apaixonado,
Te emoldurando como tu fosses uma coroa de pedra preciosas e
De diamantes a cintilar pelos raios do sol, no ocaso mais lindo do mundo.
Só acabando quando o sol, já cansado, mergulha no lago,
Permitindo o anoitecer.
Chegando a noite, pelo espelho tão lindo salpicam estrelas.
E a lua surgindo não resiste a tanta beleza,
E se joga nas águas a banhar-se como uma bela princesa.

Porto Alegre de outrora, de minhas reminiscências.
Visitar exposições no Mata Borrão. Da Usina do Gasômetro
E de sua chaminé, a expelir, como se fosse uma Maria Fumaça.
Ao seu lado o cadeião. Da Praça XV e do Chalé, da Praça Parobé,
Do Passo Municipal, do Mercado Público, do Mercado livre,
Do porto, das docas do cais. Dos teus barcos singrando


Suas águas em cortejo, a saudar a tua santa em fevereiro.
Dos carnavais de bairro, bairro Sant’Ana, dos Bambas da Urgia
E dos Imperadores do Samba
Dos Grenais da baixada e dos Eucaliptos,
Do Viaduto Otávio Rocha,
Da Ponte de Pedra, dos cines:
Capitólio, Castelo e Guarani, assistir duas sessões e trocar gibi,
Do Hotel Majestic, Da Praça da Alfândega, do Alto do Bronze e da Catedral,
Do Palácio do governo, do Museu Júlio de Castilhos,
Do Teatro São Pedro, da Biblioteca Pública, e da Feira do Livro
E do poeta do Caderno H., nosso saudoso Mário Quintana.

Em Setembro é primavera e a pira da pátria, tão singela,
Na AV. João Pessoa, com sua chama acessa exalando
Civismo e patriotismo, dos desfiles militares de 7 de Setembro.
Do desfile das escolas e de suas bandas marciais.
Crianças invadem o Parque Farroupilha, abanando bandeiras
Verde-amarelas, são pais e filhos remando canoas em seu
Laguinho, comprando bilhetes para andar em seus carrosséis,
Jogando pipoca aos macacos, apreciando teus peixinhos no lago,
Emoções impregnadas nas almas, de tantas gerações.

Porto Alegre, livre, sem muro.
Do American boate e do Mil e uma Noites, da Rua da Praia
E do Café Rian, do desfile de musas e do flerte,
Do andar sensual da mulher gaúcha a exaltar beleza.
Agradecer ao Astro Rei por seus raios a incidir sobre saias
Translúcidas, como se fosse um raio-X a desvendar silhuetas.

Porto Alegre do Julinho e dos saudosos colegas assassinados
Na luta pela democracia, do Instituto de Educação,
Da campanha pela Legalidade, da ditadura militar,
Dos anos de chumbo, período anti-cidadania,
Antítese da democracia, do AI5 golpe dentro do golpe!

Da redemocratização nascem os partidos
Sob a abóbada celeste no hemisfério sul
Nasce a estrela democrática e socialista,
Que viria a ser mais tarde parceria da
Democracia participativa.
Das diretas-já, do plano Cruzado, da
Assembleia Nacional Constituinte, da
Constituição cidadã, do voto direto,
Do neoliberalismo, dos caras pintadas e do
Impeachment, do Plano Real, da reeleição e das
Privatizações. E a esperança venceu o medo,
Do crescimento econômico e da inclusão social!


Hoje tu és cidade cosmopolita e global,
Por duas vezes campeã mundial de futebol
Pelo Grêmio e o Internacional
Palco do Orçamento Participativo, construído
Pela a tua cidadania, universal, direta e voluntária,
De perfil proletária, oriunda da periferia.
São João e Marias, que constroem no cotidiano,
A Capital mundial da democracia e da solidariedade.
Por isso fostes por quatros vezes sede do
Fórum Social Mundial.

Caminhar de mãos dadas com a cidadania planetária,
Tornar realidade as nossas quimeras,
De outro mundo com justiça social,
Onde a vida seja o eixo central, e não o capital,
E uma humanidade fraterna e solidária
Que diga não ao terror, não à guerra e sim à paz.

Porto Alegre foste o cenário do meu nascimento,
E, com certeza, do meu último suspiro.
Quando abrires o teu ventre para abrigar
A minha matéria o meu espírito eterno
Levará consigo esse segundo de jornada terrena
De nesse palco ter vivido!
E publicamente declarar minha
Paixão pela cidade “eu te amo Porto Alegre”!!!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Perda e tristeza



"A morte de cada homem diminui-me, porque eu faço parte da humanidade..."

Sabemos que os homicídios na população jovem têm aumentado nestas últimas décadas, e morrem-se cada vez mais jovens, negros, de classe popular, de forma violenta.

Nosso aluno Anderson não conseguiu escapar desta sina.

Nossa Esperança, e professor sem Esperança não é nada, é que um dia não tenhamos mais que ficar tristes pela perda de um aluno vítima da violência.

Fica na nossa memória a potencialidade de uma vida que foi perdida e também a certeza de que tudo pode ser diferente.

Lembraremos com carinho do Anderson, da sua alegria, das suas brincadeiras, da sua agitação, do seu bom humor....

Que a vida de cada ser humano não seja em vão....

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Na biblioteca encontramos um ótimo livro sobre a morte que pode ser utilizado em todos os anos ciclos: "O dia em que a morte quase morreu" de Sandra Branco.

Mulheres e os contos de fadas




Quem não conhece as tradicionais histórias dos Contos de Fadas, onde as protagonistas são as pobres e indefesas donzelas: Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida, Chapeuzinho vermelho, etc...



Sem entrar no viés das questões psicanalíticas e terapêuticas presentes nestes contos, como tão bem nos apontou Bruno Bettelheim, no seu livro "Psicanálise dos contos de fadas", estas histórias têm em comum, personagens femininas que precisam de um herói ou de um príncipe para lhes salvar e/ou as proteger dos perigos da vida. Por conta disto, neste mês da mulher, resolvemos contar para algumas turmas da Escola, um conto do Livro "O violino cigano - e outros contos de mulheres sábias", de Regina Machado.


A história escolhida foi: "Mais inteligente que o rei"(um conto turquestano). A autora comenta que encontrou este conto nas mais diferentes culturas: África, Europa, no mundo Árabe, nas Filipinas, Mongólia, no folclore judaico e na Índia de dois mil anos atrás. A versão que consta no livro é a do Turquestão e traz, como nas outras versões encontradas mundo a fora, o mesmo padrão, a da jovem esperta e inteligente.


Então ao contrário das heroínas que encontramos nas histórias dos Irmãos Grimm ou das que encontramos nos contos de Hans Christian Andersen, as que figuram nos contos de " O violino cigano", estão longe de serem mulheres ou meninas, que precisam ser salvas e/ou não conseguem enfrentar a sua jornada por conta própria.

As protagonistas são guerreiras, camponesas, pastoras, fiadeiras, jovens, velhas, belas ou feias e buscam superar os obstáculos que apresentam-se nos seus caminhos, utilizando recursos como: a força, a perseverança, a astúcia, a inteligência e a sabedoria.


Os contos apresentados nesse livro foram coletados e buscados na tradição oral de vários povos e países. Mas o que mais difere destes contos dos outros contos de fadas tradicionais é a relevância do elemento feminino, que figura com a sua força, inteligência e sabedoria. Estes contos mostram e não procuram esconder (como acontecem em outro contos de fadas famosos) a energia vital do princípio feminino.


Recomendo a leitura do livro, pois os contos apresentam experiências de aprendizagem e sabedoria, que serve para qualquer pessoa, homem ou mulher. Para colher este conhecimento basta estar aberto e saber ouvir sobre a nossa humanidade e a nossa aventura na terra.